Mostrar mensagens com a etiqueta Programas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Programas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 5 de junho de 2012

FILMARTE II / um verão português

...........................................................................................................

coordenação: Miguel Simal

Abrimos temporada de Verão com cinema PORTUGUÊS.

Ciclo de cinema português contemporâneo, 4 realizadores, 4 sessões (uma por semana) a partir de 21 Junho.
Conversa entre realizador e coordenador no fim

(mais informação em breve)




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Encontros Clandestinos

Três performances de Pedro Diniz Reis

19 Novembro
26 Novembro
03 de Dezembro
2 sessões: às 22h e às 23h*

*ENTRADA LIVRE
As performances têm uma lotação
de 50 lugares e reserva obrigatória

Reservas para:
geral@appletonsquare.pt
ou 210 993 660
(Terça-Sábado, das 15h às 20h)








quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Retrato Possível e Concerto Triangular


Retrato Possível e Concerto Triangular
Andrea Brandão / João Ferro Martins
11 e 12 Novembro às 22h00
ENTRADA LIVRE, limitada a 45 lugares

Retrato Possível e Concerto Triangular
Este evento tem por intenção, reunir dois trabalhos que, embora diferentes na formalização, partilham no seu processo a mesma génese: a construção de um objecto por acumulação. Trata-se de enunciar um terceiro objecto, simultâneo. “Retrato Possível”, performance de Andrea Brandão e “Concerto Triangular”, improviso para percussão de João Ferro Martins.

Diferentes modos de nos apresentarmos como ponto de partida, um possível, intermédio entre a nossa essência e a nossa exterioridade, Persona pela qual nos apresentamos. O gesto de vestir é repetido na acção. E com o mínimo desvio à normalidade transforma-se numa nova realidade. Uma espécie de homem contemporâneo invisível. Formas de fazer e agir, em função de um conjunto de imagens que nos vão sendo fornecidas. O ser humano cria o mundo (cultura), esta difunde-se e regressa de novo ao ser humano. Modos de ver e modos de operar. Coleccionamos, transformamos, agrupamos, acumulamos, dispersamos, evocamos, carregamos, herdamos
e perdemos. A construção de uma narrativa também subjectiva, baseada num vasto mapa de referências. Um atlas intuitivo e pessoal, possivelmente partilhado. A sua estrutura inclui espaço para que esta evolua sempre para um resultado aberto e livre de sentidos nas sucessivas imagens que nos revela. A sua duração não é pré-determinada mas sim a necessária de acordo com a imagem que quer emergir na acção performativa de “Retrato Possível”.
“Concerto Triangular” é um solo de percussão improvisado que pretende alcançar através da técnica a noção multi-instrumentista, resultando na consequente aglutinação de enumeras frases rítmicas. É uma obra que parte do silêncio, ascendendo à massividade dos volumes sonoros. Este processo pretende evocar um estado de transe inconstante, onde o som é passível de ser explorado nas suas distintas dimensões, ou ser tomado simplesmente como uma massa compacta de ritmos, sibilâncias e harmónicos.
A ambiência desta obra, de estrutura e instrumentação mínima, pretende evocar o espírito ritual dos grupos de percussão oriental adaptando-se de forma simples à métrica imposta pela tecnologia. O sistema de padrão contínuo, forçado, em última análise replica a estrutura ancestral das sonoridades que influenciaram vivamente o Serialismo. Tem uma duração elástica, uma vez que a peça embora estruturada, está em constante evolução. O produto é criado durante o processo de execução, usufruindo assim da inconstância espaço temporal característica de cada momento.


Possible Portrait and Triangular Concert
This event has the intention to bring together two works, which although different in terms of form, share the same origin in their process: the construction of an object throughout accumulation. The purpose is to enounce a third object, simultaneously. "Possible Portrait ", performance by Andrea Brandão and "Triangular Concert", improvisation for percussion by
João Ferro Martins.

Different ways of presenting ourselves as a starting point, a possible
one, between our essence and our exteriority, Persona in which we present ourselves. The gesture is repeated in the dressing action. And the slightest deviation to normality becomes a new reality. A kind of invisible contemporary man. Ways of doing and acting according to a set of images that are being provided. The human being creates the world (culture) that spreads around and returns to him. Ways of seeing and operating modes. We collect, transform, cluster, accumulate, scattered, evoke, we carry, inhered, and lose. The construction of a subjective narrative based on a vast map of references A personal and intuitive atlas, possibly a shared one. Its structure includes space for that it can evolve to an open and free result in the constant images that are being revealed to us. As so, there is not a pre-set duration time for the presentation, but the one that is required by "Possible Portrait " performance piece.
“Triangular Concert” is an improvisation percussion solo aiming to achieve, throughout technique, the notion of multi-instrumentalism, resulting in the subsequent agglutination of countless rhythmic phrases. It is a work that has its starting point on silence and grows to massive sound volumes. This process is intended to evoke a state of fickle trance, where the sound is possible to be explored in it's multiple dimensions, or be taken simply as a compact mass of rhythms, wheezing and harmonics.
The ambiance of this work, of minimum structure and instrumentation, evokes the ritualistic spirit of eastern percussion groups, adapting in a simple way to the metric imposed by technology. The system of continuous pattern, imposed, ultimately replicating the structure of ancient sounds that strongly influenced Serialism.
It has an elastic duration, since the play although structured, is constantly evolving. The product is created during the performance process,
taking advantage of space-time variability characteristic of each
specific moment.



NOTAS BIOGRÁFICAS
Andrea Brandão nasceu em Vila Nova de Gaia a 1976. Licenciou-se em Design Industrial na Faculdade de Arquitectura de Lisboa e estudou Artes Plásticas no Ar.Co.
A sua formação complementar nas artes performativas tem vindo a ser feita em workshops com artistas portugueses e estrangeiros. Em particular as aulas de dança com Sofia Neuparth, bolsa danceWeb Europe no âmbito do Festival Impusltanz 07 Viena e as residências de investigação “Case Study” (atelier Re.al) com João Fiadeiro. Participou em vários festivais e exposições colectivas, nomeadamente: o Reheat festival (VIE), a Exposição colectiva
Pôr a par, Espaço Avenida e Decrescente Fértil, Plataforma Revolver (PT); na mostra Jovens Criadores 06, Montijo; exposição Anteciparte 09, Museu do Oriente; Exposições individuais: “um outro Mundo”, instalação, Kunstraum n5, Viena (apoio Instituto Camões) e “Construção”, no âmbito da EXD design Bienal, Lisboa 09. Com o colectivo MESA, desenvolve “sobre quatro pés, um plano horizontal” apresentado no contexto temático, “biografias” no Teatro Maria Matos. Desenvolve trabalho na área do desenho, performance, instalação e intervenção artística. O seu trabalho explora uma noção de «processo», procurando testar os limites de definição e de materialização da obra. Actualmente trabalha e vive em Lisboa.

João Ferro Martins nasceu em 1979 em Santarém. Frequentou na E.S.A.D. Caldas da Rainha o curso de Artes Plásticas onde dá início ao seu trabalho em pintura, desenho e fotografia. Reside em Lisboa desde 2003 onde a sua obra ganha presença tridimensional, sonora e também performativa. Participou em diversos eventos dos quais se destacam; “Jack presents” BESart, BES Arte & Finança, Lisboa, “Vestígio”, Pavilhão 27, Hospital Júlio de Matos, Lisboa, “A secreta vida das palavras”, Centro de Artes de Sines, Sines, “Bosch Young Talent Show (BYTS)”, Academy for Art and Design AKV s-Hertogenbosch, the Netherlands, “Correspondência #1, Luísa Cunha/ João Ferro Martins, Arte Contempo, Lisboa, “7 Artistas ao 10º Mês”, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, entre outros. Com o colectivo A kills B formado em 2007 participa em eventos como; Jack presents / Group Show, Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural de Lisboa, “Now Jump”, Nam June Paik Art Center, Coreia do Sul, “3º Prémio de Pintura Ariane de Rothschild”, Lisboa, entre outros.
Embora faça uso dos meios tradicionais de expressão, o seu trabalho não tem fronteiras técnicas ou formais e a sua pesquisa caminha paralelamente com este esforço, no sentido de atingir o melhor formato para as suas ideias.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Lançamento livro VOIDS Aires Mateus | 15 Setembro às 19h00


O livro VOIDS, editado pela Athena, é publicado na sequência da participação de Manuel e Francisco Aires Mateus na exposição PEOPLE MEET IN ARCHITECTURE, comissariada por Kazuyo Sejima para a 12.ª Biennale di Venezia, 2010, e por ocasião da exposição VOIDS. AIRES MATEUS, realizada na Appleton Square, em Lisboa, entre Julho e Setembro de 2011.

Coordenação / Coordination
Nuno Crespo

Textos / Texts
Aires Mateus
Nuno Crespo

Revisão / Proofreading
António Massano

Desenho Gráfico / Graphic Design
Pedro Falcão

Créditos Fotográficos / Photographic Credits
Aires Mateus

Impressão / Printing
Maiadouro

Apoio de
Sponsored by
Tintas Robbialac
Fundação EDP

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TRYOUTS

Rui Catalão
Elizabete Francisca e Teresa Silva
Sofia Dias e Vítor Roriz
curadoria Rui Horta

23 Setembro a 08 Outubro

ENTRADA 4€
sob marcação



TRYOUTS é um ciclo informal de performance que resulta de um desafio da Appleton Square ao Espaço do Tempo. Uma curadoria de Rui Horta que desafiou vários criadores das artes performativas a apresentar esquissos, contaminações improváveis e recriações de trabalhos para a escala intíma do espaço da galeria.
Um traço comum cruza estes trabalhos: a utilização das palavras que reinventam os gestos, acrescentando uma nova percepção do movimento. É neste sentido que três escritores são convidados a comentar os trabalhos, e daí a tertúlia que completa cada performance. Três encontros nas respectivas noites de estreia entre o público e os criadores, mediados pelo olhar de quem usa as palavras como matéria criativa. Rui Horta

Uma colaboração Appleton Square / O Espaço do Tempo

23 e 24 Setembro 21h30
Rui Catalão
Auto-retrato Assistido de Constatin Brancushi

30 Setembro e 01 Outubro 21h30
Elizabete Francisca e Teresa Silva
Um espanto não se espera

07 e 08 de Outubro 21h30
Sofia Dias e Vítor Roriz
Arremesso I




Rui Catalão
Auto-retrato Assistido de Constatin Brancushi
23* e 24 Setembro 21h30
*Conversa: escritor/ artista/ 23 Setembro
 Pedro Mexia/ Rui Catalão


O auto-retrato de Constantin Brancusi (ler Brancushi) é uma fotografia em que o escultor romeno se apresenta sentado de pernas cruzadas, com algumas peças inacabadas (em blocos de pedra) a rodeá-lo no seu estúdio. Ele está a meio do trabalho: traja uma camisola usada de malha e umas calças largas e gastas; numa das mãos tem o cabo ligado à camâra, que fez disparar a fotografia. A partir deste seu auto-retrato desenvolvi o projecto da peça Dentro das palavras. O que ficou escondido no meu primeiro solo (ocupa o lugar das suas fundações) serve-me agora para desenvolver o que entendo por auto-retrato assistido: uma representação de outro que eu torno minha.

Autoria e interpretação: Rui Catalão

O trabalho de Rui Catalão tem-se caracterizado pela diletância. Em Portugal, apresentou Dentro das palavras (2010) e Elogio da classe política portuguesa (ZDB, 2004). Untitled, Still Life (ZDB, 2009) é uma colaboração com João Galante e Ana Borralho. Na Roménia, apresentou Atît de frageda (2006), Coada soricelului (2007) e Follow that summer (2008), e as séries de improvisação Acum totsi împreuna e Rui (Centrul National al Dansului Bucuresti). Jornalista e crítico de literatura do Público, iniciou em 2000 uma colaboração formativa com o coreógrafo João Fiadeiro, que culminou nas peças O que eu sou não fui sozinho e Existência. Trabalhou depois com Miguel Pereira (Portugal), Brynjar Bandlien (Noruega), Mihaela Dancs, Manuel Pelmus e Madalina Dan (Roménia). No cinema, é co-autor dos argumentos O capacete dourado e Morrer como um homem. Como actor participou em A cara que mereces.


Elizabete Francisca e Teresa Silva
Que pequenez!, um excerto de Um Espanto Não se Espera
30 Setembroe 01 Outubro 21h30
*Conversa: escritor/ artista/ 30 Setembro
 (a definir)/ Elizabete Francisca e Teresa Silva


Partindo de ideias como um “realismo mágico” e uma “divindade escondida no ordinário da vida”, procuramos renovar a capacidade de olhar para as coisas mais triviais como objectos de encanto e êxtase e de encontrar nelas a sua poética e possibilidade de transcendência.
Ainda em processo de criação, o que aqui partilhamos é uma pequena parte da peça, como uma anedota desconcertada, com ironia por favor.

Criação e interpretação: Elizabete Francisca e Teresa Silva
Colaboração Dramatúrgica: Rita Natálio
Assistência à criação: Miguel Pereira, Sofia Dias e Vítor Roriz
Sonoplastia: Rui Dâmaso
Figurinos: António Mv
Desenho de Luz: Carlos Ramos
Apoio de estúdio/ residência: O Rumo do Fumo, O Espaço do Tempo,
Cine- Teatro S. Pedro de Alcanena
Produção: Materiais Diversos
Agradecimentos: Ana Paula Salada, Antonia Buresi, Carla Nobre Sousa,
Elisabete Miranda, Joana Martins e Lídia Vaz.

Elizabete Francisca Santos Joanesburgo, 1985. Começa os seus estudos em artes visuais e em 2007 licencia-se em Design Industrial na ESAD-CR. Coopera com vários artistas apresentando trabalhos ao nível das artes plásticas e design, destacando os projectos Experimenta o Campo (EXOC); Castaside The Law com Patrícia Silva e 3 º ANDAR DTO Bruce Willis, com os designers Bruno Carvalho, Nicolaas Leach e Paula Frazão, e com o coreógrafo Miguel Pereira. Depois de alguns meses na Escola Superior de Dança ingressa em 2009 no Programa de Pesquisa e Criação Coreográfica (PEPCC), do Fórum Dança, onde trabalhou com Vera Mantero, Meg Stuart, Miguel Pereira, Francisco Camacho, Deborah Hay, Mark Tompkins, Loic Touzé, Deborah Hay, João Fiadeiro, Lisa Nelson entre outros. Trabalhou como intérprete para Ana Borralho & João Galante, Mariana T. Barros, Rita Natálio; como colaboradora de criação/dramaturgia para os últimos solos de Mariana T. Barros e como assistente de ensaio para Francisco Camacho, em R.I.P. Ao mesmo tempo começa a desenvolver o seu próprio trabalho com o solo “Porque quando se torna um nó já deixou de ser um laço” e “Leva a mão que eu levo o braço” com Teresa Silva. É convidada a participar no grupo de pesquisa e estudo Encontros Rumo, organizado por Vera Mantero e para o projecto Around the Table do coreógrafo Loic Touzé.

Teresa Silva nasce em Lisboa, em 1988. Inicia os seus estudos na área da dança na Escola de Dança do Conservatório Nacional, onde obtém o Diploma de Bailarina Profissional em 2006. É licenciada pela Escola Superior de Dança, em 2009, ano em que igualmente finaliza o PEPCC - Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica, ministrado pelo Fórum Dança. Neste curso, tem formação com Deborah Hay, Meg Stuart, Vera Mantero, Loïc Touzé, Francisco Camacho, Jeremy Nelson, João Fiadeiro, Julien Hamilton, Miguel Pereira, Lisa Nelson, Mark Tompkins, Patrícia Portela e João Tabarra entre outros.
Como intérprete destaca o trabalho com Tânia Carvalho, Ana Borralho & João Galante, Sofia Dias & Vítor Roriz, Vera Mantero & PEPCC, Maria Ramos, Mariana Tengner Barros e Rui Lopes Graça.
Desde 2008, desenvolve o seu trabalho como criadora, destacando-se o solo “Ocooo”, “A vida enorme/La vie en or”, criado em colaboração com Maria Lemos, “Leva a mão que eu levo o braço”, criado em colaboração com Elizabete Francisca e a adaptação do solo “Conquest” de Deborah Hay. Desde 2010 é convidada a participar no grupo de estudo e reflexão Encontros Rumo, organizado por Vera Mantero.


Sofia Dias e Vitor Roriz
Arremesso I
07 e 08* de Outubro 21h30
(Performance a partir do espectáculo Um gesto que não passa de uma ameaça, de Sofia Dias e Vítor Roriz, estreado em Julho de 2011.)
*Conversa: escritor/ artista/ 08 Outubro
Gonçalo M. Tavares/ Sofia Dias e Vítor Roriz


Em um gesto que não passa de uma ameaça assumimos a palavra como um corpo que sujeitamos às mesmas lógicas de composição do movimento. Considerar uma palavra enquanto corpo é lidar com toda a sua potência, é ter em conta não só o seu significado como também a sua plasticidade sonora e a sua relação com a voz, a respiração, o ritmo. Assim, libertamo-nos de determinismos semânticos e sintáticos, dissimulamos a hierarquia aparente entre a palavra, a voz, o movimento e o gesto e aspiramos a novas constelações de sentido que reflictam a complexidade da experiência humana.
Como quando repetimos uma palavra até ela perder o seu significado, neste trabalho procuramo-nos situar nesse momento de perda e atribuição de sentido, de degeneração e transformação, indo ao encontro do modo caótico como a nossa mente percebe e associa acontecimentos.
Um gesto que não passa de uma ameaça tem a co-produção de Box Nova/CCB, O Espaço do Tempo, CDCE é financiado pela Secretaria de Estado da Cultura / DGArtes (Direcção Geral da Artes). E conta com a parceria de Alkantara, ACCCA, O Rumo do Fumo, Negócio/ZBD.

Direcção, interpretação e texto: Sofia Dias e Vítor Roriz
Som: Sofia Dias
Colaboração Artística: Catarina Dias
Figurinos: Lara Torres
Direcção Técnica e Iluminação: Nuno Bento
Difusão: Andrea Sozzi (SUMO Associação de Difusão Cultural)
Gestão financeira: SUMO Associação de Difusão Cultural

Sofia Dias e Vítor Roriz são coreógrafos e bailarinos independentes a residir, actualmente, em Lisboa. Colaboram desde 2006 na pesquisa e concepção de vários trabalhos coreográficos apresentados em festivais e teatros de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça. Desde o início da sua colaboração que Sofia e Vítor se propõem a explorar as possibilidades do corpo, concentrando toda a actividade cénica na "presença" ou qualidade de interpretação. Os seus trabalhos caracterizam-se pela contenção, detalhe, precisão e apelam a uma relação de proximidade com o público.
A par com a sua actividade coreográfica, Sofia e Vítor têm interpretado para coreógrafos e encenadores em Portugal, Suíça e Bélgica. São artistas associados d'O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo.
Trabalhos apresentados: 25, Visegradska (2006); Under(the)line (2006); Sand Castle (Transfer, 2007), Involuntariamente (2007), Again from the beginning (DGA/MC, 2009), Unfolding (Looping, 2009) e O mesmo mas ligeiramente diferente (C.Instável, 2010).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Numa galeria de arte, supõe-se, a priori, que se exponham peças de arte. Terão estas de ser exclusivamente incluídas na categoria Artes Plásticas? Claro que não. Depois de se ver a instalação que Pedro Cabrita Reis mantém, na Appleton Square, desde 18 de novembro, passamos a ter de nos perguntar muitas coisas relacionadas com a definição e o conceito de Arte. É o caos ou a ordem o que Cabrita Reis apresenta naquelas quatro paredes que eram brancas e lisas antes de ele ali chegar e de montar uma ordem nova? Ou montou uma desordem? Ou arrasou para chegar ao princípio? Ou começou outra coisa e de acordo com outros princípios? E é sempre Arte, criação, inspiração, suor, sangue, lágrimas. Ou beleza pura e sem disfarces. Depende do ângulo. 


Mas a Arte não pode ser reduzida a regras, preceitos e convenções, é um conceito amplo: engloba o que se pode fazer, entre outros meios, com as mãos, tenham estas entre os dedos pincéis, espátulas, marcadores, lápis, cinzéis, cordas, teclas variadas, canetas, pautas, tubos produtores de sons... E alcança também o que alguns cantores fazem com a voz.

Tudo isto a propósito do concerto de Sara Serpa, a cantora de jazz que usa a voz como um instrumento em diálogo, neste espetáculo, com a guitarra de André Matos. Não sei exatamente se em diálogo se em fusão porque não podemos dizer que a guitarra está ali para acompanhar o canto da intérprete. A guitarra complementa o scat, quando é esta a opção da cantora, suporta-o, mas conversa igualmente com a voz, seja quando ela apenas vocaliza seja quando pronuncia palavras em português dos dois lados do Atlântico ou em inglês.

Over an Ocean Away encantou todos os que se deslocaram à Appleton Square e foram muitos, de todas as idades. Tantos que o chão foi escasso para os que não se conseguiram sentar nas cadeiras disponíveis e numerosos foram os que ficaram ainda pelas escadas. Pelo oceano fora, fomos navegando ao som da voz e da guitarra pelos cerca de noventa minutos da atuação deste duo, tendo como cenário, no interior do cubo branco, um público caloroso. A voz da Sara é muito límpida e percebe-se que muito trabalhada, para isso contribuindo a sua formação clássica. Atinge sons muito altos mas modula-os sem esforço nas improvisações a que se entrega. É o canto na sua forma mais absoluta, despido das palavras.

A guitarra de André Matos não entra em competição com a voz mas não se limita a segui-la. Tem, na interpretação, uma segurança e uma ousadia notáveis, um inventar de sons insuspeitos nesse tipo de instrumento. Uma excelente combinação, a voz e as cordas desta guitarra, a Sara e o André.

Depois da conferência de João Madureira sobre Música Contemporânea, em 14 de dezembro, este concerto foi a segunda das realizações na Appleton Square e corresponde inteiramente aos objetivos deste projeto: apresentar, com uma frequência tanto quanto possível regular, em sessões com entrada livre, pessoas que conversarão com o público sobre temas ligados à música, à literatura, ao teatro, à engenharia, à arquitetura, à dança, à história da arte, ... Essas conversas alternarão com concertos e performances de índole diversa.

A próxima realização é uma conferência subordinada ao tema Construir, destruir, reconstruir - Dos terramotos à arte contemporânea. No dia 6 de janeiro, às 19h00, esperamos por si. A entrada é livre.

por Mercês Moita, coordenadora do 5às7

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sara Serpa e André Matos, "Over an ocean away"

Sara Serpa e André Matos
"Over an ocean away"
28 Dezembro | 21h30 
Entrada livre 




Sara Serpa e André Matos conheceram-se em Boston em 2003 e desde então que a sua empatia musical tem vindo a evoluir, expressando-se em diferentes projectos liderados quer pela vocalista quer pelo guitarrista. 





Em Maio de 2008, ambos completaram um Mestrado em Jazz Performance, no New England Conservatory, em Boston. Desde Setembro de 2008 que vivem e trabalham em Nova-Iorque. Nesta cidade apresentam-se ao vivo frequentemente a um público que se mostra curioso em conhecer uma sonoridade que, tendo já uma identidade muito própria, assenta numa saudável combinação de elementos da improvisação no Jazz, do formato canção e de uma certa alma Portuguesa, esta manifestando-se de uma forma abstracta, não concretamente com elementos da música tradicional Portuguesa. 

Quando se apresentam em duo, exploram habitualmente duas vertentes: a mais presente consta de música original, nas quais a voz não usa obrigatoriamente palavras; a esta junta-se a casual interpretação de canções de outros compositores. Entre estes dois ambientes, exploram-se imagens sonoras, com colagens de sons inspirados na simetria da natureza ou no caos da cidade, através de contraponto improvisado, com o qual se criam também composições no momento. Consequentemente, o papel protagonista da voz ou da guitarra como instrumento secundário ou acompanhante esbate-se e pretende-se que os dois “intrumentos” soem como se fossem um só. 

Tanto Serpa como Matos têm uma ampla discografia, como líderes e como side-man (ou side-woman). A voz de Sara Serpa pode ser ouvida no seu novo disco com o pianista Noir Ran Blake, “Camera Obscura”, no recente álbum do pianista Danilo Perez “Providencia” , no disco de André Matos “Quare” e no álbum “Praia”. André Matos teve o seu mais recente lançamento em Janeiro deste ano com o álbum “Quare”, tendo igualmente gravado com os Mikado Lab, Paula Sousa entre outros.


¨Matos is a free thinker¨ All About Jazz


¨Mr. Matos advances a pointedly contemporary air¨. The New York Times


¨Matos opens the ears sprightly and brightly with a sonic assault that can kick ass or caress.¨ Midwest Record


"Sara Serpa, a young Portuguese jazz singer who’s been living in New York for the last few years, is cool all over, from concept to execution(...) She’s got a style just about locked down. She sang the themes — wide intervals, alternation of short and long notes in a continuous, balanced stream of sound (...) The New York Times by Ben Ratliff

"Sara Serpa transcends everything. (...) In an unadorned, vibratoless, crystalline delivery with a clarity so pure it was scary, Serpa sang mostly carefully chosen and stunningly nuanced vocalese (...). Lucid Culture by Alan Young